Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

28 de fev de 2014

Morte Inteira



Logo vi que a morte inteira estava ali,
com o velho amigo a meu lado.
Íamos morrer.
Meu último soluço foi em vão.
Ele mergulhou.
Eu fiquei aqui.


Adonis k

Cantando
























Flagrei-me a cantar sozinho,
bem baixinho,
uma canção
inventada na hora.
Eu a tinha estampada
na alma, na alma encontrada
nos ermos
da encruzilhada.

Adonis K.

9 de fev de 2014

Leseira




O sinal prá eu estar perto
é um elemento longe do fim
e nem mesmo viajando 

comendo poeira.

Nem sinto o que conheço há décadas
o gosto da imagem 
dos sabores que eu precisava

comendo ladeira.

Que esquisito este pacote,
parece alguma coisa
e nem mesmo viajando

comendo madeira.

Você está certa
exatamente olha o arco
de outro departamento.

comendo besteira.

Eu só preciso saber se você chamou o técnico.


Adonis k.

Meu poema












Meu calado poema,
meu magro poema triste,
findo poema oblíquo
,
enegrecido.
Meu louco poema conciso,
poema das poucas portas,
das ruelas, das leves horas
fugidias.
Debruçado nas solitárias janelas
de cinzas molduras tortas,
respira.

Adonis k.