Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

29 de mai de 2014

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Dezesseis anos se passaram
nem flagelo, nem tormento,
tampouco alegria. Chuva morna,
diâmetro turvo...
Além, doces promessas,
nuvens faceiras,
comadres de Deus,
amigas dos anjos.
Cá comigo,
proseando botões,
várias cores,
formatos diversos,
presos,
mudos todos.
Por isso alcei
voo
a partir do penhasco:
sobreviver ao glacial das almas pequenas!
A água salobra escorria,
percebi,
era clara cachoeira,
represada.
Dezesseis anos passam depressa,
dizem,
quase voam.
Voei também, quase, comiserado.
Condição humana. Voei para me ver,
do outro lado,
o lado cinza, o pardo,
o côncavo aflito
em convexo revertido.

Adonis K.

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