Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

10 de ago de 2012

Contos da Rua




Coisas de quem come calado
numa mesa de canto
do boteco da esquina.
Observando.
Come de colher, sem salada.
Arroz, feijão, macarrão,
bife e ovo.
Não lavou as mãos.
Não fez a barba.
O sapato furou,
Deus viajou,
esqueceu sua história sem Cep.
Sem conta de luz,
invisível sob as estrelas,
contabiliza sua sina.
Sonhos mansos de viaduto.
Entre o calor do cão corriqueiro,
os faróis. Olhos luminosos,
edredons imensos de jornais.


Adonis K.

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