Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

10 de ago de 2012

Como Lazanha




Prá onde você se foi
sómente a noite
pode responder,
mas ela está muda
ou então se cala.
A noite é sua cúmplice e não o dia,
que é um cego andarilho em busca de estrelas,
um velho barbado sorridente e moribundo.

Eu sou as pedras do caminho,
sementes de dor,
um borralho sujeito
complicado,
que admira
sem virar fã,
E na praça grita
incríveis
ofertas,
diversas,
promoções.
Distribui panfletos, lê Bílblias, lê mãos.
(Faço pés!)


Certa feita,
haverá ou houve,
não sei ao certo,
embaralha-me o tempo,
uma deusa de extrema maldade que veio a cidade
alimentar-se de homens.
Talvez tenha sido apenas sonho
meu
ou sopro divino,
Mas senti-me digerido
como uma lazanha.

Bebi,
recordo-me bem,
impressionante taça de champanha.
Depois adormeci
por debaixo de uma tamarineira.
Já não havia mais ninguém e o silêncio me agasalhou tão bem...
Você continuava ziquezaqueando
pela noite afora
em bandos,
causando surpresa e espanto.


Adonis K.

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