Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

3 de jul de 2012

Impropérios de um Sábado chuvoso



















Impropérios de Sábado à Noite.

A ladainha dos mesmos,
todos os  dias.
A ladainha e os prantos
dos que
de barriga cheia
choram.
No entanto,
os desencantos bombásticos,
os desencontros diários
as atrizes milionárias da tv,
o "eterno retorno",
o casamento do mês,
nada dizem:
são gestos lúdicos,
panfletários.
Toda capa de revista
traz
um modelo.
Modelo
sei lá
de quê.
De bonitez, talvez.
De emagrecetez. De modez. De nudez.
Há controvérsias...
E os mortais
sobrevivendo aos traumas
da cumplicidade com um mundo
de confetes
e stress.
Há um mundo derretido, derretendo-se.
O mundo que a gente vai comendo,
um bocado por vez.
O que habita o coração do homo-urbanus.
Além da fumaça do trem,
a fumaça é  X-Salada,
X-Burguer,
X-Nada.

Adonis K.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home