Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

24 de jun de 2012

À Ilharga



Observo
de um degrau menor
a Volúpia do homem de Si,
Do que vive em si e para si,
do que nada vê além. Do estranho.
Levanto-me para vê-la passar,
são tantos seus pajéns...passeata infinda!
Entre a lápide, laje tumular do amor,
o insensato coração de pedra,
glória da ingratidão pelo outro.
Prosseguem, categóricos, sujeito e atributo.
Permaneço imóvel, sombrio.
Os céus proclamam chuvas,
meus modos antigos, desusos.
Visto-me sem o capuz da impessoalidade.
Desnudo-me sem a insurgência do coletivo.
Estou livre! Ando ausente, posto que mudo.
Porém,
nas vísceras do moribundo ser
altruísta,
abominando egoísmos,
amarras,
à ilharga da luz de bons tempos,
um raio com cheiro de vida,
de sólido lastro,
preciso,
conciso,
resiste.


Adonis K.

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