Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

15 de nov de 2010

Todos Iguais


Mas era apenas um simples aceno de adeus
nada mais do que um aceno
nem um grande e definitivo
adeus triste solitário e final
Páginas do tempo amarelado e frio
desbotaram
páginas marginais dos tempos esquecidos
puídos
das maquiagens sociais
totalmente profissionais
O inclemente espírito aleatoriamente inserido
o dilacerante
o circense
o psicopata
o cru
Nenhum de nós esconde o trivial
o banal
momento de angústia
o repelente estado emocional
o vício eterno
das virgens,
dos sacerdotes fabricados a bordunadas
de explêndidos mantos clericais e ordens divinas.
Nos alimentamos de pizza
de strogonoff
de salsichas
Nós amamentados atualmente matamos
Nós fomos acariciados e banhados por anjos
mas
Nós agredimos e temos língua ferina
nós somos o bicho
maldito
Nós promovemos a guerra perpétua
entre os seres iguais
Nós somos o Colosso
um caroço
Nós somos um perigo.

Adonis K

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home