Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

15 de nov de 2010

Porventura



Eu quisera um peito sem dureza,
um regaço de brandura,
mas de espírito obtuso
fiz minhas partes,
parte ocluso.
Tanto rocha, tanto aço,
quase toda a ferro eu passo
a vil semente,
já descrente do que faço.
Noutros tempos,
há quem saiba
que eu pudera,
de autêntico,
estender sobre alvo campo
meus risonhos, doces cantos.
(hoje lanhos, sangramentos...)
Mas que passa? São momentos?
Não, amigo, são lembranças
de mim mesmo
então tão vivo
que nem lembro.


Adonis k.

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