Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

15 de nov de 2010

Pedra bruta a margem do caminho.


Poderíamos ter feito
daquela dança ao vento
uma história
sem precedentes.
A música e a aurora,
o balanço dos corpos,
nossa metátese.
Mas, não! O sim caído
moldou-se ao chão.
As notas descuidadas,
intranquilas,
frouxas,
os sopros arrebatados,
caiados,
os vincos da paixão...
seara restrita de arroubos ligeiros.

Adonis K.

4 Comments:

Blogger O que Cintila em Mim said...

Adonis vc está virando um diamante.
Já se deu por isso?

1:06 AM  
Blogger lachascona said...

Adonis, hoje com mais calma, visitei teu blog. Impressionou-me o teu jeito de poetar. Tens aquilo que poucos poetas tem: o poder de dizer em poucas palavras, teu sentimento, este feeling de poucos.
Captei um poema pra colocar na Revista Ventos do Sul, em que já coloquei um poema do João Guilherme.
beijos
maura

9:40 PM  
Blogger Estela said...

"Conheço" você através da Lúcia Gatto, há alguns anos. E nem "conheço" a Lúcia pessoalmente mas creio que posso dizer que somos amigas. No mínimo nas palavras. Vivemos "nos roubando postagens" do facebook, e antes, do orkut.
Me fascino com o que você escreve. E hoje, por curiosidade, vim aqui, e vi que você vive, ou é de Curitiba, onde moro. E a Lúcia me contou que faz níver no mesmo dia que eu...
Talvez soe meio estranho... mas você é escorpião, então entenderá: quero ouvir suas palavras para sempre!
Abraços.
Estela

10:25 PM  
Blogger marlene edir severino said...

Sucinto. Intenso

Um abraço!

Marlene Edir Severino

11:15 PM  

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