Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

12 de out de 2010

Piroudoscópio



Eu vou partir
sorrindo
por caminhos doces
como algodão,
colorido poste
de parque de diversão.
Aos domingos vou partir sem volta prás segundas,
pirar um pouco lúcido e um pouco delirante,
vou tropeçar bastante,
vou ler nada.
Assim quem sabe derreter
tal qual
sorvete de casquinha sob o sol.
Tal qual minha vizinha,
coitada,
sofrendo calada em cascata.
Vou abrir esta janela
aos poucos,
prá ver o ar entrando aos goles.
Beber café com Melhoral,
seis injeções de Duotrill,
boas doses de Benzetacil,
Fanta com Omeprazol.
Eu vou tomar um Piroudoscópio letal,
sair fardado de Nabucodonosor
no carnaval, fantasiado de tudo.
Eu saí de casa prá ver o sol nascer.
Choveu, não deu.
Foi padaria na cabeça,
de novo,
pingado com pão e manteiga,
um ovo.
Adonis K.

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