Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

2 de out de 2010

Em vários pratos me alimento



Mas de vida entendo pouco
que de morte tenho tido
tantos
vários pratos numa noite.

Mas de vida pouco
nada entendo
que de noites me alimento
em vários pratos
de tormento.

Como
quando a luz difusa
em queda brusca
assim me arranca
e me arrebata
e me suspende.

Vocifero.

A íris em suspenso,
órbitas loucas.

Nada importa em sol ardente.
Arde apenas.
No deserto
é tudo prata
pois
a noite,
a esfera longa,
prateada
cobre o ventre
flamejante
dos planetas deste espaço
entre meu sono
e o ser ausente.

Adonis K.

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