Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

4 de out de 2010

Caminho e ninguém necessário.



Impressionante! Não há companhia
para alguém que veio só,
transeunte de agoras. Não há lembranças
que cheguem,

que vazem

transbordem nas mentes. Nada que eu diga
fará este metal derreter
nas formas de hoje.
O ferreiro está taciturno.
Nenhum cão guardou a casa que não suportou.
Taciturno o vento lúgubre e
nenhuma alma nos campos,
ninguém.

Todo o mal liberto vagando e funda
está
a revolta e a dor,
onde há dor e há dor tanta,
não há volta.

(Signatários em ternos escuros,
impassíveis. Gente rude, enregelada.
Nos dedos, anéis.)

Tortos caminhos doravante sóbrios,
úmidos,
por vezes largos,
tortos e onipresentes,
ambíguos.

Nenhum cão acompanha o homem só.
Nenhuma lembrança (nem sombras).
Transeunte de agora que sobe
a montanha. Largos caminhos,
veredas, pocilgas, tapete de plantas,
vertente de água que lambe o lugar.

Adonis k.

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