Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

9 de out de 2010

Bordel no calor da hora



Um olhar e um sopro
no ouvido
a saliva escorrendo
pelos quatro
cantos
da boca
Maldita!
Mais uma dose de gim...
O cheiro cruel do perfume
barato
e sovaco e sopapo e lotado
estará o botequim.
É sábado e quente,
o relógio e a porta e a porta e o relógio,
o relógio e a porta e o olhar
e a vontade
bebendo por mim.
Apagam-se as luzes
parece teatro
nem vejo no escuro
o que vejo eu te juro
me envolve em cetim.

Adonis K

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