Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

8 de out de 2010

Boate Azul


Cantos por dentro
da Boate Azul,
som azul,
difuso organismo,
difusos batons escarlate
e carmim,
Dançarinas
megeras sinistras tarântulas negras,
docinhos de pera,
amendoim.
Entre Brilhos
nos meios,
sutiãs sorrateiros,
dinheiro
sem fim.
Lamentos efêmeros, caldos
de cana,
baralho, bilhar,
calcinhas vermelhas...
Chicken Broth my God sem mim!

Noites que brilham
na noite de prata
do homem que dança
sem pressa,
no abraço ligeiro,
A Carteira.
Nos cantos
por dentro bebendo
a ressaca do outro: Agenor
da Silva Pereira,
o doutor.

Mulheres redondas,
risonhas
prá ele,
são dele as risonhas mulheres
de pernas
redondas
do dia do outro
na cama e a carteira.

O couro esquentando...
(Do caldo caliente
de bocas pequenas, Galinãs hermosas!)
Torradas douradas
na noite arranjada
das gatas peladas
por dois mil reais.
De Brinco & Colar nuas todas as gentes.

Cerveja gelada luz tênue Abajur
colorido
e certezas apenas
pequenas,
os gozos restritos.
Coisas da porta prá fora. O céu
não se vê
do bordel.

Adonis K.

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