Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

6 de jul de 2010

Pela manhã um grito


disponível


Colocamos o carro
na frente dos bois,
precipitados buscando amar,
queremos sempre mais
e rápidamente.
Um hiato nos carrega.
Carregamos um fardo, os ovários,
nossos pênis.
Entristecemos de fato
durante o café da manhã
sonhando depois
de acordados.
É mecãnico o passar suave
da margarina no pão.
A textura do pão...o suspiro!
Mecânicamente sorvemos o café.
A mordida lenta na maçã...
O levantar sem rumo
e o ato de abrir a porta,
a porta para o mundo.
Amenos giramos sobre os pés
balbuciando algo incompreensível.
Em instantes o livro aberto.
O livro pesado e aberto.
A vida a ronronar por completo.


Adonis k.

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