Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

6 de jul de 2010

Circus



Entre nós algo aflito
prenuncia o despertar dos mágicos,
a aurora boreal do circo em que vivemos.
Somos tantos
aventureiros,
das cordas equilibristas,
mágicos saltimbancos,
o leão e o truão.
Por quase nada entre nós aflito
o cálice de vinho a convidar
sereno ao sono de março.
Chovia torrencialmente,
a lona molhada pesava em nossas almas inquietas.
Estávamos.
Trovejou, o espetáculo iluminado por mil velas!
Deu início afinal o apresentador ao tema principal: O do amor!
Atores perfilados, maquiados, textos, salvas
e nós ali sedentos de amor,
nós e todos os que vinham de fora.
Nascia o vento pelo palco esparramado.
Nascia e morria.
Cruzava as faces e os gestos tão ligeiros
indicando que o tempo,
terrível zombeteiro,
dera finalmente a partida.


Adonis K.

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