Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

18 de mai de 2010

Vem que tem.



Estive nas Agonais,
mas na Lapa, não em Roma.
Jano presente, cachaça pura, vinho barato.
Putada da boa.
Noite adentro reformulamos a Constituição,
tudo balela.
Infartos do miocárdio, costuras nas cortinas das janelas.
Havia tanta mentira que a noite já era,
foi-se o encanto.
Lua murcha,
pandeiros ainda arrotando um pranto.
Cachorros latiam,
eu amava a morena
num canto,
vomitavam em outro,
em outro dormiam dezenas.
As Agonais do Brasil,
quem diria,
volta e meia
eu janto.

Adonis K.

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