Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

18 de mai de 2010

O velho Teatro


Duas máscaras renitentes,
uma cigana demente,
o licor em doses rápidas.
Vem o mar e suas ondas e seu calor.
Vida e morte, sombra e luz,
amor.
Grandes mágicos e grandes capas
emoldurando a saga
do ator,
o coelho, o joelho, a relva úmida...
Chapéuzinho Vermelho, Thor, Nabudonosor.
Transborda o velho teatro de todos nós.
Vem abaixo sob impacto demolidor.
Caí o palco,
desaba pálida cortina.
Entre os escombros, ratazanas...
baratas de entulho.
Papéis, textos, vestes, risos e rimas,
sob um deserto de sonhos
descolorem-se,
impávidos colossos,
os destroços!


Adonis K.

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