Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

30 de nov de 2009

Na pele e a Morte.


O arrepio na pele que gela
o sangue
decerto altera o pulsar da mente.
Basta ver um guerreiro valente
que se depara
em breve instante
com a morte traiçoeira.
A traiçoeira morte não permite defesa,
é cruel, é fria, é coisa de gente.
Os homens que transitam por shoppings estão barbeados e não temem a morte.
As mulheres no fast-food conversam sobre os cabelos e não temem a morte.
O garoto do delivery, o cão-pastor da Polícia Militar, alguns psicopatas,
os transcendentais,
nenhum deles, que conheço ocasionalmente,
temem a morte.
Mausoléus silenciosos e muros petrificados escondem
as vidas que pulsam no além, dizem.
Que pulsam e não é no além-mar,
que esgotam todas as possibilidades do viver e estão reclusas.
Os insaciáveis e os antagônicos em debates intermináveis...
trapos puídos engavetados!
Silenciosos orgasmos de seres tiranos,
navegadores de oceanos que buscam
frenéticos
os seres das grutas escuras.
O arrepio na pele pode ser um aviso.
O arrepio é o toque do cetro do mago e do nada,
enquanto girando o momento esperado sangrar.


Adonis k.

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