Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

25 de jul de 2009

Super-herói de Feira


Cortas a feira de fio a pavio
mendigando bananas e pães e
cremes hidratantes e sais de banho.
Capinas
prá ganhar trocados,
vacinas prá gado,
extratos bancários,
decalques, sugestões.
Vives nos porões e serás assassinado.
Reclamas, e amas e amas
e bebes champanha,
por vezes.
Xaropes prá tosse.
Mas a cama já está arrumada,
tem a tua esfera e a tua escara.
Portanto, repara
se ainda tens tatuada a marca do Zorro.
Prepara, no entanto,
salobra esta hora,
prá sempre de lado.
Tal qual um torpedo disparas,
capenga,
um tanto aceso,
em parte,
funesto,
se vê,
mais prá apagado.


Adonis k

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