Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

10 de jun de 2009

Sem Saber.




Venho a ti por um encanto,
prá recuperar um pranto
que estou certo
relutei em derramar.
Por acaso, por vertentes
tão sumidas, tão vazias,
por segundos teu semblante
é o que ameniza,
dissecado,
este teu ser.
Sangue rubro na bacia
de alumínio a escorrer...
Escorrendo as horas mortas,
penetrantes,
parte orgânica, perene,
deste amar desesperado
que de pleno, elevado,
é outro ter
conforme sendo,
translúcido,
por nós dois cristalizado.



Adonis k.

1 Comments:

Blogger docerachel said...

O que foi isso? Sangue de tuas veias, do coração partido, que escorre exaurindo palavras que estrangulam quem as lê?

1:14 AM  

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