Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

7 de jun de 2009

Safou-se



A fumaça,
a que desceu no acostamento da estrada paralela
encobrindo sonhos,
tremeluzente,
entre a poluente argila
marcou a calma dos pequenos,
dos vícios das cataratas.

A colina que serpenteia mata espessa,
serpenteando
a colina dos meus medos e receios,
dos crimes hediondos,
arruinou-se.
A densa neblina,
a que ficou,
Permaneceu, confesso.
Meus passos lentos...

As troças banais, as viscerais.
Os boçais contos e trajetos,
o incômodo de estar por perto,
Tudo se contrai.
O retiro intensamente despreendido de valores.
O grito.
O gozo.
A gruta.
O coito.

A mesa posta e os valores e tudo
o mais,
trocados.
Os famintos enlouquecidos,
ensandecidos
por pão, por sexo, por letras.
O passeio de quem nunca pensou em ir tão longe
e foi.

O repelente ser importunando faceiro
a gargalhar
o que caminha por vales sem pressa,
absorto,
aquele que traz na testa
e torto
o pó da viagem,
incompleto,
insolvível,
por pouco,
safou-se.



Adonis k.

1 Comments:

Blogger O que Cintila em Mim said...

Vc transpassa o potal dos loucos e é capaz de viver ardendo num girar, onde poucos conseguem se safar.

4:36 PM  

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