Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

8 de jun de 2009

Queda Livre


A quarta hora,
a que sinalizou
que teu mundo ruiu
foi como uma pomba voando
amedrontada.
Sem doses homeopáticas virou do avesso
rezando um terço,
desmantelando-se em crise.
Foi a queda,
o fundo,
o fim de um precipício.
Enlouqueceu e foi definitivo desde o começo.
Entre tantas outras horas aquela foi o agora,
o desde sempre,
o longo instante,
o que presente insinuou-se para todos
sem rodeios.
A quarta hora acalentou um sonho;
o de jamais permanecer estático,
insalubre,
amorfo,
mas morto estranho ser em revoadas tantas,
como se vivo estivesse
e alegre fosse.


Adonis K.

2 Comments:

Blogger O que Cintila em Mim said...

Foi nessa quarta hora que seu poema sonhou.

4:22 PM  
Blogger Salomão said...

Ô amigo,sua poesia vai na alma.

8:23 PM  

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