Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

7 de jun de 2009

Improviso



Por que fazer de agora,
meu bem,
uma hora que demora?
Melhor esquecer.
Me esquece e me come e devora.

Ninguém ouviu falar nunca
do número do meu celular,
nem você.
Mas a conta vem.

Ouve o som que nos toca
agora,
é um som prá dançar
coladinho.
Eu e você e todos que nos viram.

Nem mesmo os tentáculos do polvo
do mar
podem conosco,
nesta hora assim,
agarradinhos.

Vem meu amor e não demora,
é esta hora demais que perdura
no corpo e que a gente logo esquece.
A gente esquece porque não quer mais.

Existe um momento e nós estamos nele.
Vem agora e deixa prá lá
tudo aquilo que invade e piora.
O que nos piora não virá jamais,
já que coisas que a gente detona, detona.

Nem me liga nem ligo e depois
a gente
como sendo nós dois,
nem seremos o nós e a laçada.
Não perdura não dura a embolada,
nem a vida, a megera,
já que um e mais um é dois nada.


Adonis K.

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