Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

10 de jun de 2009

Ignora



Ignora, irmão
esta dor que te povoa a alma
e toda hora e infame
te devora o fígado
e a cor da cara.
Cutuca e afugenta,
serpente que o bote arma,
fria e indolente
como se semente
de uma dor sem calma.
Ignora e solta
em o triste momento
a tua rasa lágrima.
Ardentemente ouse
dar um basta agora
a uma ferida estranha
que corrói sem senha
teu semblante pálido.
Corra
pelas alamedas
sem ter mêdo explícito
de que o perigo
mora em cada esquina.
Ignora a morte que ela te apavora
sem ter existido.


Adonis K.

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