Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

9 de jun de 2009

Ícaro


Repousa, meu bem, neste berço explêndido.
Antegoza o porvir.
"Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora",
e não vai embora, não há avião agora, para partir!
As horas poderiam ser mais longas, e realmente o são,
quando se espera insone no enorme saguão.
O tempo inviabiliza o vôo,
Os operadores afetam o pouso,
a decolagem é pura loucura,
engrenagens travestidas em touros bravos.
Pistas são arenas.
(pequenas).
Sangue na areia...

Adonis K.

1 Comments:

Blogger Lúcia said...

Esse Poema orinalmente era "Ícaro ou Icaráleo" e foi postado na PP 14 em 04/04/2007.

Abraço Forte e Fraterno, Gitano!

Luka

9:09 PM  

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