Poemas Finitos

Diga ao povo que fico! Ou melhor, deixe que eu mesmo digo. Sem penas e sem pedras, semi-nú, sem grandes ou pequenos, nem de leve abstêmio, levemente suburbano, metropolitano, sem face, sem máscaras, estou em qualquer passado e nos cotidianos. Cai o pano!

20 de abr de 2009

Templos Ávidos



Catedral imensa e silenciosa dentro de mim
o átrio repousa como um enorme crocodilo.
Águas calmas e cristalinas...o regato frio.
A víbora desliza entre galhos e folhas mortas,
vai alimentar-se de pássaros.
Alguém me escuta e me chama e me diz: Cuidado!
Nem sei quem é este alguém
ou eu por perto.
Disseminei alguma semente muito antes da hora.
Brotou voraz uma planta atroz que me devora.
E mesmo correndo
porque há pressa,
não chego a tempo.
Quebraram-se os relógios em meio ao pranto.
As esmeraldas inatingíveis...meu quarto.
Choverá torrencialmente na noite do parto.
Serão águas do Norte,
enxurradas.


Adonis k.

1 Comments:

Blogger Mariana Tatos said...

Este poema me lembra várias facetas do meu íntimo...oras voraz, oras serena, oras querendo se libertar, oras querendo se silenciar....
adorei...
sublime

1:41 AM  

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